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DOURADOS
Defesa do policial que matou homem no cinema em Dourados, afirma acreditar na inocência do acusado
10 JUL 2019
Por Dourados Urgente
22:33

Foto:
A defesa do policial militar ambiental, Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, informou por meio de nota nesta quarta-feira (10), que acredita na inocência do acusado e que esta será provada no decorrer das investigações. 

“Nós viemos por meio da presente nota esclarecer que, apesar de o Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Dourados/MS entender pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, acreditamos que a inocência de nosso cliente será comprovada no curso das investigações”, afirmam. 

A nota esclarece ainda que até o momento não foram coletadas provas suficientes que comprovem ou não, a veracidade dos fatos ocorridos. De acordo com a defesa, está faltando o depoimento de testemunhas e também os laudos periciais. 

O Dourados Urgente teve acesso à nota de esclarecimento que pede aos que presenciaram o fato ocorrido na segunda-feira (8), no Shopping Avenida Center, que não se deixem levar pelo “sensacionalismo de alguns veículos de comunicação ou por pré-julgamentos infundados publicados nas mídias sociais, resguardando, assim, o cumprimento efetivo da justiça”. 

Relembre

Em depoimento à polícia, Dijavan Batista dos Santos, disse que agiu em legítima defesa, durante a discussão que terminou na morte de Julio Cesar Cerveira Filho, de 43 anos, na tarde de segunda-feira, em uma das salas de cinema do Shopping Avenida Center, em Dourados.

A vítima teria dado um tapa no rosto de seu filho, de 14 anos, e tentado tomar a arma do militar, pouco antes de levar o tiro fatal no pescoço. Conforme o boletim de ocorrência sobre o caso, o adolescente estava sentado ao lado da vítima no cinema, quando sem nenhum motivo Julio Cesar começou a abrir e fechar as pernas, batendo no garoto.

O outro filho do policial, de 10 anos, também acompanhava a sessão do filme Homem Aranha - Longe de Casa, que estava lotada. Dijavan teria trocado de lugar com o adolescente e pedido para que a vítima parasse com as provocações o que não aconteceu.

“Você é um idiota, você é babaca, ridículo, cuzão”, teria dito Julio Cesar ao policial.

Uma acompanhante, que seria a filha da vítima ainda teria insistido para ele parar, mas a situação se agravou. À polícia Dijavan relatou que o homem começou a lhe dar chutes, deu um tapa em seu boné e socos que quebraram os seus óculos.

O comportamento do rapaz teria sido repreendido até mesmo por outras pessoas no cinema até que Julio disse que sairia do local, mas ao se levantar deu um tapa no rosto do filho mais velho do militar. Dijavan então teria se levantado e dito que iria chamar a polícia.

Já nas escadarias de saída, Júlio teria puxado a camisa do PM e dito para que eles resolvessem a situação ali mesmo. Só então o acusado teria se apresentado como Policial Militar e sacado a arma, uma pistola calibre 40. O disparo ocorreu quando Julio teria tentado tirar a arma do policial. No depoimento o policial ainda contou que tentou estancar a hemorragia e ligou para a polícia.