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CAMPO GRANDE
Veterinário é preso na capital e diz que armas dentro de casa eram presentes
11 JUL 2019
Por Da redação
12:20

Armas e munições foram encontradas na casa do médico veterinário - Foto: Divulgação/Polícia Civil
Um dos alvos da 8ª fase da Operação Woodstock Condá contra o tráfico de drogas em Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Mato Grosso do Sul, o médico veterinário de 29 anos preso ontem (10), em Campo Grande, guardava em casa armas e munições.

Em Mato Grosso do Sul, a operação, segundo o Campo Grande News, teve apoio da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), com cumprimento de mandado de prisão temporária do veterinário investigado por tráfico de drogas. Ele teria transportado maconha de Campo Grande para Chapecó, em Santa Catarina.

Durante o cumprimento de mandado de prisão temporária na casa do suspeito, no bairro Cidade Jardim, os policiais da Denar encontraram na casa do médico veterinário dois revólveres de calibre 32 e 357, uma garrucha calibre 45, além de várias munições.

À polícia, o veterinário disse que o revólver calibre 32 era herança do avô já falecido. As outras duas armas o suspeito afirmou que ganhou de um funcionário de fazenda. As munições ele teria adquirido para caçar porcos.

O suspeito também relatou que conhece outro alvo da operação, morador de Chapecó, mas negou que tivesse oferecido maconha para o homem e que nunca comercializou drogas.

O veterinário passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (11) pelo caso das armas e ganhou liberdade provisória mediante pagamento de fiança de R$ 998. Porém, como já tem mandado de prisão cautelar pelo tráfico de drogas, continuará preso. 

Operação

A operação começou em maio de 2018, com apreensão de ecstasy em Chapecó e, a partir dos desdobramentos, alcançou ramificações de tráfico de maconha, cocaína e contrabando de anabolizantes.

Desde o início, já foram cumpridos 103 mandados de busca e apreensão e 55 prisões. Duas carretas com maconha, avaliada em R$ 11 milhões, foram apreendidas pela polícia.